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Povoar paisagens: reexistências makua entre o traço e a estenopéica — Ilha de Moçambique e Namuli

Eduardo Vargas

Resumo

Povoar paisagens: reexistências makua entre o traço e a estenopéica — Ilha de Moçambique e Namuli é realizado em coautoria por Eduardo Vargas, antropólogo e fotógrafo brasileiro, e Justino Cardoso, artista visual moçambicano makua. Entre arquiteturas coloniais e territórios existenciais, a série articula desenho em nanquim e fotografia estenopéica como práticas complementares de elaboração crítica das paisagens. Em Praia do Areal, Fortaleza de São Sebastião, Igreja de Santo Antônio, Bairro do Macuti e Monte Namuli, as imagens assumem fraturas, marcas ópticas e intervenções em nanquim como evidências processuais que operam como contrarregimes de visibilidade a povoar paisagens com reexistências makua.

Povoar paisagens: reexistências makua entre o traço e a estenopéica — Ilha de Moçambique e Namuli

Galeria

Imagens do experimento

Autor

Eduardo Vargas

Eduardo Vargas é antropólogo e fotógrafo, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desde 1996, onde coordena o Laboratório de Antropologia das Controvérsias Sociotécnicas (LACS) e o Núcleo de Antropologia Visual (NAV). Graduado na Unicamp, mestre pelo Museu Nacional, doutor pela UFMG e pós-doutor pela École des Mines de Paris, é autor de Antes Tarde do que Nunca e organizador de Monadologia e Sociologia e outros ensaios. Pesquisa a obra de Gabriel Tarde, o uso de drogas, as controvérsias sociotécnicas e, desde 2015, realiza pesquisa antropológica no norte de Moçambique, articulando arte, ciência e política. Autodidata, Justino Cardoso é artista gráfico moçambicano. Iniciou-se no desenho ainda jovem, em Nampula. Atuou na área de informação após a independência de Moçambique e consolidou carreira independente marcada pela crítica social em quadrinhos. Expôs e publicou em Moçambique, na Ásia, na Europa e no Brasil, fundou o jornal Muhupi, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela UNIROVUMA (2021) e o PREICC de Artes Plásticas do Ministério da Cultura de Moçambique (2024). Vive e trabalha em Nampula.