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Os sons que o campo faz ou ‘o que se escuta no silêncio antropológico’

Vy Motta

Resumo

O silêncio do antropólogo se dá, felizmente, por sua ignorância. A mesma que dá espaço para que os ouvidos capturem os sons que lhe são novos, que beiram o comum para os interlocutores e que narram uma extensão de interações que quase gritam detalhes significativos em uma pesquisa de campo. A fotografia que narra visualmente esta audioetnografia foi tirada do alto da Serrinha, na cidade de Carnaubeira da Penha/PE. Na imagem, vê-se o território do Quilombo-Indígena Tiririca dos Crioulos sendo abraçado pela caatinga. Esta experimentação audioetnográfica é fruto de um período de campo, no qual os momentos de silêncio se encontravam com os de grande expressão sonora das pessoas e do ambiente à sua volta.

Os sons que o campo faz ou ‘o que se escuta no silêncio antropológico’

Galeria

Imagens do experimento

Autor

Vy Motta

Vy Motta é mestranda em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e se dedica ao estudo das identidades, quando estas confluem. Suas produções se (des)orientam pela crença em uma possível Antropologia Indisciplinada, que passa por um corpo marcado pela raça, gênero e classe que desemboca em sua escrita, vivência e compreensão do fazer antropológico.