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Eu juro que eu não me vi: desenho autoetnográfico como produção de conhecimento, corpo e cuidado

Júlia Mistro

Resumo

Esta obra mobiliza o desenho autoetnográfico como forma de produzir narrativa e disputar regimes de verdade sobre experiências de adoecimento crônico. A pesquisa parte de um evento perceptivo, o dia em que olhei no espelho e não me vi, que desencadeou investigações desenvolvidas em meu doutorado no campo das relações entre corpo, cuidado e imagem. Os desenhos apresentados registram tanto a crise perceptiva quanto a decisão de romper com o silêncio e transformá-lo em pesquisa. Desenhar é compreendido aqui como gesto corporal de atenção, reconstrução perceptiva e cuidado, afirmando o potencial da antropologia para produzir formas de narrar e conhecer experiências com doenças crônicas.

Eu juro que eu não me vi: desenho autoetnográfico como produção de conhecimento, corpo e cuidado

Autor

Júlia Mistro

Júlia Mistro é antropólogartista. Desenvolve investigações autoetnográficas e experimentações narrativas que cruzam escrita e desenho como práticas de cuidado e produção de conhecimento situado e emancipatório, integrando os campos de antropologia visual e do corpo e da saúde. É pesquisadora do GIP e do NAVISUAL/UFRGS, onde fez seu mestrado e doutorado.