Resumo
No Cemitério Santa Izabel (Belém), o trabalho braçal sustenta o cotidiano funerário. Esta pesquisa alia etnografia e fotografia para registrar ambiências de negligência e apagamento. O ensaio revela a coexistência de saberes empíricos e técnicos no manejo da arquitetura escultórica, onde o trato com túmulos e imagens sacras exige improviso e conhecimento acumulado. As imagens compõem um inventário do cotidiano, tornando visível a centralidade desses ofícios em contraste com sua profunda invisibilização social. Entre o mármore e o gesto, o trabalho manual mantém viva a materialidade de um patrimônio em constante disputa.
Galeria
Imagens do ensaio
Autor
Pablo Fernandez
É arquiteto formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e designer de interiores pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Foi convidado para expor na mostra Imagens Cotidianas, do Serviço Social do Comércio (Sesc), em 2019. Foi ganhador do II Prêmio Casa 2022 pelo Conselho de Arquitetura do Pará (CAU-PA) e recebeu o 2º Lugar no Premio Plurinacional de Ciencia, Tecnología e Innovación 2023 de la Universidad Técnica De Oruro, na Bolívia.